Sunday, November 05, 2006



Empatia: está é a palavra. É tão difícil nos colocarmos no lugar do outro...Tantas vezes nos pegamos julgando as pessoas, e sequer sabemos como agiríamos naquela situação. É preciso passar pelo absdurdo para compreendê-lo?

Quando vejo dor-de-amor, me sinto triste. Triste por saber como aquilo dói e como é difícil para quem passa, seguir corretamente a cartilha da superação. Adianta dizer que vai passar? Que é melhor fazer assim e assado? Sei lá...Tô achando que é mesmo preciso passar pelo absurdo.

Eu ia começar esse texto com "Para esquecer um grande amor...", mas peraí, grande amor não se esquece, por que simplesmente grande amor não acaba nunca. Nós é que nos enganamos achando que qualquer um ou um qualquer que supriu alguma necessidade nossa durante algum tempo, é grande amor. Grande amor é coisa difícil de se achar, principalmente por ser algo que obrigatoriamente é recíproco. Grande amor não acaba nunca, por que amor é infinitamente eterno, embora soe redundante. Paixão de verão, namorico de portão, amor de atração, não têm nada a ver com amor. Aliás, amor não se explica, não se aplica, não se testa...

Mas para esquecer um pseudo-amor, hum...Assim fica melhor...Para esquecê-lo, é preciso amar verdadeiramente. Amar a si mesmo, oras! Nada de telefonemas avulsos, nem "como você está?", nem "o que você tem feito?". Danem-se perguntas banais que se traduzem em "quero continuar participando da sua vida!". Nada de fotos no computador, celular, porta-retrato e o escambau! Visitinha despropositadamente? Jamais! Musiquinha que fez parte do relacionamento, sem noção! Nhem-nhem-nhem, apelidinhos, coisinhas cotidianas devem ser abolidas. Cartas e cartõezinhos, de preferência que sejam incinerados, e caso se tenha pena, pois de certa forma, fez parte da sua história de vida, que se guarde estes abomináveis documentos no fundo de um baú esquecido no quarto de despejo. Bonequinhos, ursinhos, travesseirinhos doados pelo ex-quase-futuro-cônjuge, devem ser doados para crianças carentes, ou então, entulhados no baú já citado. E tem mais: nada de sair sempre de olho em cada esquina, procurando pelo talzinho...E nem lembrando e comentando a cada esquina que passa sobre como foi bom quando estiveram ali. Claroooo que é difícil não lembrar, mas acalme-se! O sentimento de saudade logo logo vai sumir e o que ficará é uma vaga lembrança isenta de sentimentos românticos sobre aquele lugarzinho maldito.

Feito tudo isso, é preciso se policiar e não ficar fuçando sobre a vida do outro, afinal, você terá muita coisa pra fazer no que diz respeito a sua própria vida. Não esquente, sei que é difícil mesmo, mas em breve ele ganhará um apelido carinhoso: traste! Ou quem sabe carcará!? Fica a seu critério, pois o vocabulário entre substantivos e adjetivos é bem vasto!

Agora voltando ao começo, no final de tudo, você perceberá o quanto a experiência, embora traumática, foi importante e boa para seu crescimento. Empatia: esta é a palavra!


COMO ASSIM???

É isso...

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