DESCONHECIDOS...

Estive pensando sobre como é estranho olhar para alguém com quem já tivemos algum tipo de intimidade e vê-lo como desconhecido. Aos sete anos, eu jurava que jamais me separaria da melhor amiga da escolinha. Aos doze, pensei que nunca iria esquecer das amigas da rua. Aos dezessete, pensava que minhas amigas da adolescência ficariam comigo pelo resto da vida.
Hoje, meu primeiro namorado para mim é um completo estranho. Não o vejo mais, não sei nada dele, não lembro de praticamente nada do tempo em que estive com ele. Do segundo lembro-me de fatos ruins, mas até disso, aos poucos estou esquecendo. Não nos falamos (por opção), e mesmo tendo passando muito tempo com ele, hoje é como um desconhecido. Aliás, quando um namoro acaba, percebemos que nunca nos conhecemos de verdade. E aí de repente nos cruzamos na rua e fingimos não nos conhecer...
Às vezes penso que a vida é curta, por que esqueço dos detalhes, mas quando paro pra pensar em quantos desconhecidos fiz, percebo que muita coisa já se passou nestes vinte e cinco anos. O bom é saber que esses encontros e despedidas me fizeram bem no final de tudo, e melhor ainda saber que haverá encontros que serão eternos.


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