Monday, November 06, 2006

JEITINHO...

De onde vem a corrupção? O que diriam se a resposta fosse do nosso berço? Ou quem sabe da partícula de água que nos deu origem? Como escolher governantes que não são corruptos, se o povo é corrupto? Eu falo de corrupção não só no sentido de roubar, mas de ultrapassar os limites de terceiros. Por exemplo: quando chegamos a um lugar onde há uma fila enorme e encontramos um conhecido lá na frente.
Oi, amigo, como vai? Será que eu poderia entrar na sua frente?
Ou quando chegamos ao banco e esquecemos de tirar cópia de algum documento necessário a abertura de conta.
Vamos lá, será que não tem um jeitinho? Moro tão longe...Você não vai me fazer voltar para casa só para buscar esse documento, vai?
Que tal quando somos pegos ultrapassando o sinal vermelho?
Seu guarda, por favor, estou com pressa, pois meu pai está doente no hospital!
Como estas, poderia citar várias. Infelizmente, o ser humano tem uma essência corrupta, que na ocasião certa, se sobressai à ética. Claro que há casos em que nos esforçamos e conseguimos dizer não, mas cá para nós, quem nunca cometeu corrupção em uma coisa mínima?
Quando a gente pode se beneficiar, a corrupção veste a máscara de "jeitinho". Quando a gente não se beneficia, a corrupção tira a máscara e nós achincalhamos os políticos todos. Não estou defendendo os políticos, longe de mim! Só acho que antes de julgarmos, deveríamos observar nossos pequenos atos, afinal, é do povo que saem os governantes.

Sunday, November 05, 2006



Empatia: está é a palavra. É tão difícil nos colocarmos no lugar do outro...Tantas vezes nos pegamos julgando as pessoas, e sequer sabemos como agiríamos naquela situação. É preciso passar pelo absdurdo para compreendê-lo?

Quando vejo dor-de-amor, me sinto triste. Triste por saber como aquilo dói e como é difícil para quem passa, seguir corretamente a cartilha da superação. Adianta dizer que vai passar? Que é melhor fazer assim e assado? Sei lá...Tô achando que é mesmo preciso passar pelo absurdo.

Eu ia começar esse texto com "Para esquecer um grande amor...", mas peraí, grande amor não se esquece, por que simplesmente grande amor não acaba nunca. Nós é que nos enganamos achando que qualquer um ou um qualquer que supriu alguma necessidade nossa durante algum tempo, é grande amor. Grande amor é coisa difícil de se achar, principalmente por ser algo que obrigatoriamente é recíproco. Grande amor não acaba nunca, por que amor é infinitamente eterno, embora soe redundante. Paixão de verão, namorico de portão, amor de atração, não têm nada a ver com amor. Aliás, amor não se explica, não se aplica, não se testa...

Mas para esquecer um pseudo-amor, hum...Assim fica melhor...Para esquecê-lo, é preciso amar verdadeiramente. Amar a si mesmo, oras! Nada de telefonemas avulsos, nem "como você está?", nem "o que você tem feito?". Danem-se perguntas banais que se traduzem em "quero continuar participando da sua vida!". Nada de fotos no computador, celular, porta-retrato e o escambau! Visitinha despropositadamente? Jamais! Musiquinha que fez parte do relacionamento, sem noção! Nhem-nhem-nhem, apelidinhos, coisinhas cotidianas devem ser abolidas. Cartas e cartõezinhos, de preferência que sejam incinerados, e caso se tenha pena, pois de certa forma, fez parte da sua história de vida, que se guarde estes abomináveis documentos no fundo de um baú esquecido no quarto de despejo. Bonequinhos, ursinhos, travesseirinhos doados pelo ex-quase-futuro-cônjuge, devem ser doados para crianças carentes, ou então, entulhados no baú já citado. E tem mais: nada de sair sempre de olho em cada esquina, procurando pelo talzinho...E nem lembrando e comentando a cada esquina que passa sobre como foi bom quando estiveram ali. Claroooo que é difícil não lembrar, mas acalme-se! O sentimento de saudade logo logo vai sumir e o que ficará é uma vaga lembrança isenta de sentimentos românticos sobre aquele lugarzinho maldito.

Feito tudo isso, é preciso se policiar e não ficar fuçando sobre a vida do outro, afinal, você terá muita coisa pra fazer no que diz respeito a sua própria vida. Não esquente, sei que é difícil mesmo, mas em breve ele ganhará um apelido carinhoso: traste! Ou quem sabe carcará!? Fica a seu critério, pois o vocabulário entre substantivos e adjetivos é bem vasto!

Agora voltando ao começo, no final de tudo, você perceberá o quanto a experiência, embora traumática, foi importante e boa para seu crescimento. Empatia: esta é a palavra!


COMO ASSIM???

É isso...

Wednesday, November 01, 2006

É ruim...

Ruim é quando o amor acaba só de um lado, e o outro fica com todo o sentimento. Onde vai pôr todo o amor que tem e nem cabe no peito? Ruim é ter que separar o que é de um e o que é do outro quando não se sabe onde um começa e o outro termina.

E o amor geralmente acaba só de um lado, nunca acaba igual, e dá uma dor pior que a dor-de-cabeça e ouvido causada pela dor-de-dente! É um desespero que corrói a alma e a vontade de seguir. O canto da parede é canto certo de chorar, quando o travesseiro não aguenta mais, e os amigos até animam, mas quando se chega em casa e o quarto está vazio, a realidade toma conta de tudo.

Se amar é bom, e amor é o mais nobre sentimento do mundo, por que diabos ele faz doer tanto? Se um dia algum cientista descobrir uma pílula para dor de amor, ficará trilhardário (se é que existe essa palavra).

Pois é, ruim é tudo isso. É ver aquele quadro que lembra ele, na sala em que ele não pisa mais. É ver o travesseiro velho e surrado que ele dormia sem nem pôr a cabeça, na cama em que ele não dorme mais. É insistir em ouvir aquela música que era dos dois, e chorar ao ouví-la, quase que sentindo um certo prazer masoquista no rolar de lágrimas.

Ruim é lembrar de cada coisinha e de cada gesto dele, e pior ainda é pensar nos planos que fizeram para o futuro, dos nomes que escolheram para o filhos, da casa que projetaram no papel...Dói lembrar de todas as coisas e dói pensar que se está perdido no mundo.

Ruim também é não saber o que se vai fazer no final de semana, já que sempre se planejava tudo em função do relacionamento. É ter que ser forte quando só se quer cair, e ter que sorrir, quando só se quer chorar. É ter que escutar todos os palpites dos amigos, que nem fazem por mal, mas que não podem mesmo ajudar.

A sorte é a esperança de que um dia tudo mude, e tudo realmente muda, mas enquanto ainda dói...É RUIM!